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O período das férias é uma temporada cheia de atrações para lá de legais para a criançada. São atrações que promovem entretenimento, diversão e muita descontração. Opções é que não faltam: parques, sítios, praias, uma visita na casa da vovó, um teatro ou shows, enfim, tem para todos os gostos. Agora, já pensou numa viagem sem sair do lugar? É possível isso? Sim, senhor! Com um velho conhecido da gente: os livros!

Nos levar a conhecer lugares além da nossa imaginação é uma das características dos livros, além de custarem muito menos que algumas opções de diversão. As vantagens não param por aí: a leitura proporciona vínculos entre as crianças e os adultos, contribuem para a construção do senso de empatia, pois as crianças experimentam os sentimentos e a vida das personagens e criam o hábito da leitura.

Uma ideia, muito apreciada pelas crianças, é a leitura em capítulos dos livros como fossem novelas. Conforme o andamento da leitura, os pequenos vão criando expectativas, melhoram a leitura progressivamente e ampliam a compreensão. Esse exercício é tudo de bom, e, com o passar do tempo, as crianças começam a diferenciar as diversas vozes que emergem do texto, entre narradores e personagens, elas vão criando um mundo totalmente lúdico e mágico.

Confira, agora, algumas dicas de leitura, conforme o nível de leitura das crianças:

Para leitores iniciantes

Um autor que fez parte da infância de muitos adultos é o Roald Dahl, um escritor britânico que escreveu diversas obras, dentre elas, um clássico das Sessões da Tarde, Matilda. Essa história é a narrativa de uma menina que ama os livros. Só que a vida de Matilda não é um mar de flores, pois seus pais e irmãos não entendem esse amor pela leitura. Quando a garota vai à escola, depara-se com alguns problemas. Contudo, uma professora a ajuda a superar todos.

Para leitores autônomos

Um ícone da literatura infantil, não podia ficar de fora de nossa lista, Monteiro Lobato foi um escritor que construiu o imaginário de muitos adultos durante todos esses anos com um mar de histórias narradas em um mundo lúdico e maravilho, o Sítio do pica-pau amarelo e as aventuras de vários personagens que se misturam ao folclore e outras histórias da humanidade. Uma dica de leitura é o livro “O Saci” que conta a história do menino Pedrinho, intrigado pela curiosidade formada pelas histórias do Tio Barnabé, tenta capturar o Saci. Quando consegue, passa uma noite dentro da mata, conhecendo a diversidade e as maravilhas do folclore brasileiro.

Para leitores experientes

São diversos títulos, muito deles bem conhecido do público, como Harry Potter, Escaravelho do Diabo, As Mil e um noites, etc. A dica de hoje é para quem quer conhecer sobre a história da filosofia: O mundo de Sofia. Esse livro é obra de um escritor norueguês, Jostein Gaarden, e constrói um interessante aprendizado sobre a história da filosofia através dos tempos de forma romanceada, de um modo intrigante que prende o leitor do começo ao fim. Um dos trechos dos livros faz uma pergunta: “Por que o lego é o brinquedo mais genial do mundo? ”. E a resposta é a melhor possível.

Agora é só embarcar nessa viagem por diversos mundos e deixar a imaginação fluir!

Boas férias!

 

Este ano comemoramos o centenário de Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, o Vinícius de Moraes, nosso Poetinha que nasceu em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro e foi um nome muito importante no meio cultural brasileiro não só na poesia como na música.

Mas você sabia que Vinícius não foi só um poeta brasileiro importante? Sim, ele fez carreira como Diplomata e representou o Brasil em vários países. Mas destacou-se mesmo como poeta modernista, como compositor e letrista de música popular;. Ele compunha desde os 15 anos, quando estava no curso secundário.

Vinícius se formou em Direito em 1933 e no mesmo ano, publicou seu primeiro livro, a coletânea de poemas: O Caminho para a Distância. As influências de Vinícius foram inicialmente a religiosidade e depois passou a escrever poemas  com temática do amor e depois sobre angústias do desejo, passando pelo cotidiano e temas sociais, e então sua linguagem se torna mais coloquial.

Em 1953 compõe seu primeiro samba: “Quando tu passas por mim”, eem 1954 publica a peça: Orfeu da Conceição. Em 1956 conhece o compositor Tom Jobim e compõe com ele grandes sucessos como  Chega de Saudade e Outra vez,  músicas se tornam um marco da Bossa nova. Além, é claro, da mundialmente conhecida, Garota de Ipanema, com letra de Vinícius e musica de Tom Jobim.

Entre 1955 e 1956, Vinícius preparou o roteiro do filme: Orfeu Negro, do diretor francês Marcel Camus ( que ganhou o Oscar 1959 por melhor filme estrangeiro) e no início dos anos 60 fez novas parcerias com músicos brasileiros como Carlos Lyra, Edu Lobo, Pixinguinha, Dorival Caymmi, Francis Hime e Baden Powell. Com esse último, criou sambas famosos como: Canto de Ossanha e Berimbau.

Em 1968 é aposentado pelo regime militar, no ano seguinte, em 1969, tornou-se parceiro do violinista Toquinho, com quem fez shows no Brasil e no exterior até sua morte, em 09 de julho de 1980.

E devido a importância de Vinícius de Moraes na cultura brasileira foi que o Pueri Domus o escolheu como tema central de suas criações para o Expoart 2013.


Clarice Lispector reúne em “A Hora da Estrela” três abordagens fundamentais: filosófica, social e estética.

Pela perspectiva filosófica, enfoca os limites e alcances do conhecimento do mundo mediante a palavra e a consciência, através das quais o ser humano se diferencia dos outros seres; em relação ao social, investiga os impasses criados pela separação dos indivíduos em diferentes grupos, destacando o escritor e o nordestino. Quanto à estética, investiga o ato da criação e da originalidade.

A narrativa se estrutura a partir de um narrador-personagem que fala de si mesmo e de um narrador onisciente que conta a história de Macabéa.

Há trechos na obra de Clarice que parafraseiam ou lembram grandes autores da fase realista e modernista. Observe os fragmentos a seguir:

  • I – “E só minto na hora exata da mentira. Mas quando escrevo não minto.” (Fernando Pessoa)
  • II – “Mas voltemos a hoje. Porque, como se sabe, hoje é hoje. Não estão me entendendo e eu ouço escuro que estão rindo de mim em risos rápidos e ríspidos de velhos.”(Machado de Assis)
    “É coisa muito séria e muito alegre: sua vida vai mudar completamente!”(Machado de Assis)
  • III – “Por Deus! Eu me dou melhor com os bichos do que com gente.” (Graciliano Ramos)
  • IV – “Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui.” (Manuel Bandeira)”A Hora da Estrela” apresenta treze títulos que se desdobram na primeira página do livro:


    A Hora da Estrela
    A culpa é minha
    ou
    A Hora da Estrela
    ou
    Ela que se arranje
    ou
    O direito ao grito
    Quanto ao futuro
    ou
    Lamento de um blue
    ou
    Ele não sabe gritar
    ou
    Uma sensação de perda
    ou
    Assovio no vento escuro
    ou
    Não posso fazer nada
    ou
    Registro dos fatos antecedentes
    ou
    História lacrimogênica de cordel
    ou
    Saída discreta pela porta dos fundos

    Todos aparecem ao longo da narrativa, durante o processo de criação. Reúnem narrador, escritor e criação. É importante observar que apenas o 5º título é acompanhado por ponto final. Isto acontece porque a história a ser narrada contém segredos (um deles pode ser lido como “o que é o mistério da morte?”) e também é a frase que Macabéa pronunciou antes de morrer.

    A “Hora da Estrela” representa o momento epifânico de Macabéa: a hora da morte. É irônica porque só no momento da morte é que Macabéa alcança a grandeza do ser. Já a autora atinge a epifania ao concluir a obra. É a epifanização do tormento de escrever.

    O narrador também é personagem principal porque, ao desenvolver a narrativa, mostrando-nos Macabéa, busca a própria identidade. Moldara Macabéa sobre o seu próprio destino e solidão, e morre com ela. Ao mesmo tempo, ele é um disfarce do “eu” da escritora.

    A escritora e o narrador, usando as personagens Macabéa e Olímpico, tecem críticas a respeito do ato de falar, expressar-se, escrever, ler, interpretar. Macabéa possui um vocabulário restrito, cultura por flashes, baseada na memorização acrítica. Olímpico não tem consciência crítica para interrogar o código linguístico e aproximar-se das palavras sem conhecer o seu conceito.

    A obra de Clarice Lispector pertence à Terceira Geração Modernista. Há o trabalho com o fluxo de consciência, com a linguagem; transita pelo plano metafísico (indagações existenciais), pelo inconsciente, pela autoanálise com projeções da filosofia existencialista.

     

    Fonte: http://vestibular.uol.com.br/

Não sei o que veio primeiro, se o gosto pela escrita ou pela leitura. O que sei é que desde pequena sempre gostei de ler e de escrever. “Quem lê, escreve bem”, dizia um professor. Sigo a recomendação dele ao pé da letra, com um acréscimo de conta própria: “Quem lê mais deve escrever melhor ainda”.

Quando garota, por volta dos 10, 12 anos de idade, além das obras de Monteiro Lobato, do “Pequeno Príncipe” e companhia, eu lia gibis de aventuras e as revistas de fotonovelas das minhas tias. Também li, às escondidas, alguns títulos considerados proibidos, como o famoso “Eu e o governador”, de Adelaide Carraro.

Em especial, o meu interesse era por resumos biográficos de grandes compositores de música clássica. Estranho, mas explicável. Tínhamos uma vizinha, professora de alemão, que não tinha filhos e que gostava de mim. Todo domingo, ela me levava para assistir aos “Concertos Matinais” no Teatro Municipal de São Paulo. Eu adorava o passeio, a orquestra, a grandiosidade do teatro, e queria saber mais sobre quem tinha criado aquelas músicas.

Nunca quis aprender a tocar nenhum instrumento. Lembrando daquela época, agora sei: minha curiosidade era puramente “jornalística”.

Despertar para a leitura

Em 18 de abril comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil, em alusão ao nascimento de Monteiro Lobato – o grande mestre da literatura infantil brasileira – em 1882. Através de seus personagens no “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, ninguém melhor do que ele demonstrou como a curiosidade ajuda a aprender e, principalmente, a gostar de aprender.

Os livros infantis de Lobato também enaltecem a figura do “instrutor”, seja ele um “sabugo de milho”, seja uma “dona Benta”, ou uma “tia Nastácia”. É a orientação segura que nutre a curiosidade infantil e ajuda a criança a despertar para a leitura.

O Instituto Pró-Livro (IPL), associação criada e mantida por entidades do mercado editorial, lançou em 28 de março passado, em Brasília, a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O estudo foi realizado em 2011 com 5.000 entrevistados de 315 municípios de todos os estados do país, além do Distrito Federal.

A pesquisa está disponível para leitura no site do IPL (www.prolivro.org.br) e confirma algumas das minhas certezas. Professores, mães e pais (nesta ordem) são as pessoas que mais influenciam uma pessoa a ler. O fato de os pais (mães e pais) terem uma base escolar também é significativo, porque eles podem ler para os filhos, comentar as histórias e motivar as crianças para os temas dos livros.

A parte triste da pesquisa, pelo menos para mim, é a que revela que em média o brasileiro lê quatro livros por ano. Dos quatro, apenas dois são lidos do começo ao fim, ou seja, de fato, ele lê apenas dois livros por ano.

Felizmente, a grande maioria dos participantes desse estudo afirmou que a leitura é muito importante, porque “ler bastante pode levar uma pessoa a vencer na vida e melhorar a sua condição socioeconômica”.

Primeiro idioma

No mercado de trabalho, a questão da qualificação é grave. Os jovens à procura de estágio ou emprego têm uma preocupação válida e necessária pelo aprendizado de um segundo idioma. Acabam se esquecendo que, antes de tudo, precisam do primeiro, nossa rica e difícil língua portuguesa.

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) divulgou resultados de pesquisa que realizou com 6.716 estudantes e que mostram a falta que faz o hábito de leitura, a começar pelo desempenho dos candidatos em entrevistas.

Segundo a pesquisa do Nube, na área de Jornalismo, cerca de 50% dos jovens cometem erros acima do limite aceitável em testes ortográficos. Alunos de Pedagogia chegam a 50% e os de Matemática a até 67%. Nos segmentos das Artes e Design, o índice alcança 71%. No caminho contrário, mas bem-sucedido, 75% dos estudantes de Engenharia e 83% dos de Direito têm êxito.

Ler não ajuda apenas a escrever, mas a compreender melhor o que se passa ao nosso redor e a expressar o que pensamos de maneira mais clara, sempre.

* Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna

 

Fonte: Lucila Cana, Educação.Uol

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