Arquivo para junho, 2012

Mascara de teatroPelo quinto ano consecutivo, a Escola Pueri Domus de Araraquara apresenta o Festival Estudantil de Teatro José Celso Martinez Corrêa. O Evento será realizado no dia 28 de junho, às 19h30, no Teatro Municipal de Araraquara.

Buscando proporcionar aos nossos alunos a vivência da arte do teatro, nos últimos anos o Festival tem se dedicado a adaptar obras literárias da lista unificada dos vestibulares FUVEST e UNICAMP. Em 2012, os alunos levam para o palco duas obras que entraram para a lista este ano: “Sentimento do Mundo“, coletânea de poemas de Carlos Drummond de Andrade, adaptada pelo 9o. ano do Ensino Fundamental II e “Memórias Póstumas de Brás Cubas“, romance de Machado de Assis, adaptado pelo 10. anos do Ensino Médio.

Para finalizar, em comemoração aos 90 anos da Semana de Arte Moderna, os alunos do 20. ano do Ensino Médio fazem uma bela homenagem teatral a esse evento memorável de 1922.

Esperamos que o público aprecie o resultado desse projeto que marca o encerramento do nosso semestre.

Sejam bem-vindos e tenham todos um excelente espetáculo!

 

Imigrantes

Existe uma data comemorativa no Brasil para aqueles que vieram de outros países habitar nossa terra. Gente em busca de outras perspectivas de vida para trabalho e estudo, razões políticas, espírito de aventura, guerras e outros motivos mais particulares.

O Brasil pós independente de Portugal passava por um período em que precisava ocupar suas terras de fato e garantir suas fronteiras. Com o fim do tráfico negreiro, a imigração cresceu primeiro dessa forma, sendo depois pela expansão da economia. Assim, foram feitos acordos com outros países em busca de imigrantes que pudessem viver, trabalhar e desenvolver nossa nação.

Com o apogeu do café no Segundo Reinado, chegaram imigrantes italianos e portugueses também para trabalhar nas fazendas de São Paulo, embora portugueses tenham sido nossos colonizadores. Alguns deles abriram pequenos comércios nas cidades.

Nossa Região Sul é muito conhecida pelos imigrantes alemães, poloneses, ucranianos e japoneses que foram trabalhar em lavouras. Ainda hoje, o local possui como atividade mais importante a agricultura, o cultivo da uva, a policultura e o cultivo familiar. A mentalidade empresarial também foi muito difundida por eles.

Nomes importantes de nossa literatura também vieram de outros países, como Clarice Lispector, ucraniana que veio ainda criança após a Segunda Guerra Mundial e nome fácil e adorado por jovens nas redes sociais, por sua linguagem intensa e emocional. Outro ucraniano famoso por aqui é Héctor Babenco, cineasta naturalizado brasileiro que produziu filmes importantes para nosso cinema, como Carandiru e Pixote.

Os alemães também tiveram grande contribuição com sua cultura tendo influenciado muito com sua arquitetura germânica e especialmente com o campesinato familiar típico da Europa Central. Fundaram cidades como São Leopoldo (RS), Joinville (SC) e Blumenau (SC), cujo nome derivou de “blumen”, que quer dizer “flores”. Também podemos citar a grande festa de celebração da cerveja, a Oktoberfest, que mostra as danças, músicas, gastronomia e outros traços da cultura germânica. Inicialmente, a festa se iniciou como forma de manifestação contra atitudes tomadas pelo Estado Novo, que proibia atividades culturais que identificassem  germanidade, pois o Brasil estava participando da Segunda Guerra Mundial junto aos Aliados e contra a Alemanha.

A vinda dos italianos para o Brasil foi um dos maiores fenômenos imigratórios já ocorridos e absolutamente inegável a contribuição deles para nosso país. Sabe aquela polenta frita que encontramos em muitos bares por aí? Ela é italiana! Assim como as famosas pizza e espaguete. Muitos santos são italianos, já que o berço do catolicismo é em Roma, na Itália. Os imigrantes italianos também sofreram censura durante a Segunda Guerra Mundial, no qual era proibido manifestação culturais e foram obrigados a mudar de nome o time Palestra Itália para Sociedade Esportiva Palmeiras sob pena do patrimônio perder todo seu patrimônio físico.

As tão usadas sandálias de dedo foram inspiradas na Zori, calçados genuinamente japoneses. Esses imigrantes contribuíram em minuciosos aspectos, como seus desenhos tão difundidos até nos dias de hoje, o origami e outras habilidades manuais. Além disso, contribuíram com a agricultura e sua alimentação saudável e leve além de trazer o budismo para Brasil. Eles possuem um dia único de comemoração de chegada aqui no Brasil, que é no dia 18 de junho.

Lembrando que não podemos considerar imigração durante o período colonial, pois estes que adentraram no Brasil nessa época eram considerados colonizadores. Os africanos contribuíram em muito com nossa cultura, porém o caso de entrada deles no Brasil é mais específico, seria um tipo de imigração forçada, pois eram mão-de-obra escrava e trazidos através de navios negreiros.

Há ainda imigrantes chineses, quem vieram inicialmente para nosso país para trabalhar no cultivo do chá e depois na implantação das ferrovias, libaneses muito conhecidos pela suas habilidades no comércio, assim como outras nacionalidades em menor proporção.

Nossa cultura é formada através dessa rica miscigenação e nada mais justo celebrar a contribuição dessa gente que tanto trabalhou e consolidou raízes em nossa terra!

Caroline Rizzoli

cinema nacional

Com o renascimento do cinema brasileiro nos últimos tempos, criou-se uma data comemorativa para tal fato. Pois é, e você achando que o cinema brasileiro não tem reconhecimento, não é? Na última década, particularmente, tivemos grandes destaques, como Tropa de Elite 1 e 2, Se eu Fosse Você, Cidade de Deus, Carandiru, 2 Filhos de Francisco entre outros.

A data de comemoração se deu ao fato de Afonso Segreto, primeiro cinegrafista e diretor de cinema no Brasil nascido na Itália, quando em 1898, de regresso da Europa em busca de novos equipamentos de filmagem registrou as primeiras imagens do Brasil em movimento: o cenário era a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.

Nos anos trinta foi instalado o primeiro estúdio de cinema no Rio de Janeiro, a Cinédia. Em 1941 lançaram-se as chanchadas, gênero de filme de caráter popular e humor ingênuo em que Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Carmem Miranda e Costinha foram nomes de destaque. O cinema da época retratava a cultura brasileira e o típico malandro brasileiro, debochando dos trejeitos dos atores americanos, realizando musicais sempre de mãos dadas com o humor.

Mas como falar de cinema brasileiro sem citar o grande Mazzaropi? Filho de imigrante italiano e portuguesa, o famoso Jeca Tatu, personagem eternizado em seus filmes e baseado no personagem de Monteiro Lobato, atuou em uma sequência de filmes que foram gravados em sua própria fazenda, a qual utilizava como cenário. Foi lá que o primeiro filme em cores e ganhador de muitos prêmios foi rodado, chamado Tristeza do Jeca.

Para quem tem curiosidade de mergulhar nesse rico universo, há muito a ser explorado! Alguns exemplos de filmes de bons cineastas brasileiros são:

 

Carnaval Atlântida Carlos Manga 1952 Oscarito, Grande Otelo 
O Cangaceiro Lima Barreto 1953 Adoniran Barbosa, Alberto Ruschel 
O Corintiano Amácio Mazzaropi 1966 Amácio Mazzaropi, Lúcia Lambertini 
Deus e o Diabo na Terra do Sol Glauber Rocha 1964 Yoná Magalhães, Othon Bastos
Dona Flor e seus Dois Maridos Bruno Barreto 1976 Sônia Braga, José Wilker 
O auto da Compadecida Guel Arraes 2000 Selton Mello, Matheus Nachtergaele
Tropa de Elite 2 José Padilha 2010 Wagner Moura, André Ramiro

 

Na última década, o cinema brasileiro ganhou destaque e maior projeção mundial sendo indicado, inclusive, ao Oscar, porém ainda não levamos a estatueta para casa.

Após essa pequena retrospectiva ao cinema brasileiro, vale a pena passar de uma locadora mais próxima e dar uma conferida no legado para cultura brasileira deixado por brilhantes cineastas e atores que ajudaram a escrever as histórias e peculariedades desse povo tão diverso que é o nosso.

 

Caroline Rizzoli

 

Entender química pode não ser uma das tarefa mais fáceis para todo mundo, mas com certeza pode ser muito mais fácil quando vemos a sua aplicação na nossa rotina, quando fazemos coisas que julgamos até ser banais, como usar um shampoo, por exemplo, ou adicionar sal na comida.

De certa forma, a química, com suas reações e os seus processos, sempre foi uma fonte de curiosidade e, consequentemente, de grandes descobertas para os seres humanos. Entender por que o nosso corpo funciona da forma como sabemos não depende única e exclusivamente de conhecimentos anatômicos ou biológicos, porque há muita química envolvida nisso tudo.

E percebendo como essa ciência atua no nosso mundo, no nosso corpo, no nosso dia-a-dia, torna o aprendizado muito mais leve e até mais fácil. E isso pode ser feito desde a infância, quando as crianças estão na fase do “por quê?” e perguntam a todo instante como tudo funciona.

Talvez tenha sido pensando nisso que o projeto Você sabe onde mora a química tenha sido montado na Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A ideia dessa exposição é mostrar para as crianças como a química está presente dentro de nossas casas no cotidiano, e tudo isso de forma interativa e divertida.

Aprendendo desde cedo como a química é importante em boa parte das tarefas do nosso dia-a-dia, a criança passa a ter mais facilidade para assimilar a teoria no futuro. E para quem gostou da ideia da Casa da Ciência, conheça mais acessando o site: http://www.casadaciencia.ufrj.br/

 

Marina Severian

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