Arquivo para setembro, 2012

não deixe de sonharSonhos. É comum sonharmos ao amanhecer, pensar em possibilidades, em coisas que queremos ter, fazer, conhecer. Temos sonhos que talvez nem sejam nossos, sonhos que em hipótese alguma são de outros. E entre planos, metas e obrigações eles surgem como um farol para guiar nossos pensamentos, nossas vidas, nossos desejos mais secretos ou já não mais ocultos.

Se fizermos uma lista dos sonhos que tivemos um dia, talvez já tenhamos desistido da maioria deles. Alguns sonhos são esquecidos, outros transformados, outros nem foram notados. A importância ou a irrelevância da experiência vivenciada em nosso interior gerada por nossos sonhos é algo único e imprescindível.

Há momentos em que talvez pareça impróprio pensar do jeito como pensamos. Loucura. Sonhar? Não. Inapropriado e insano é não ter sonho algum. O que guia nosso conhecimento, nossa paixão, nossa vida, se não os sonhos?  Não há sentido viver sem projetar, sem fantasiar, sem imaginar… coisas possíveis e impossíveis. Os sonhos podem ser concretizados, podem servir para alcançar o desconhecido, o desejado ou, simplesmente, para tornar nossa vida mais feliz, mais completa, interessante. Simplesmente.

Nossos sonhos podem não parecer tão claros para a gente, mas qual o problema? Não precisamos ter plena consciência deles, nem precisamos transformar os sonhos em metas ou em realidade, precisamos, sim, não parar nunca de sonhar.

É preciso pensar onde estamos e onde queremos chegar, pensar no que almejamos, o que faz bem para a gente, sonhar dormindo ou acordado e permitir que as pessoas ao nosso redor também sonhem com a gente, construam coisas boas e significativas. Não podemos deixar de sonhar só por que alguém nos reprimiu, nem podemos deixar de acreditar nas pessoas ao nosso redor que, assim como nós, têm sonhos e desejos. É necessário soltar a mente, segurar o coração e seguir o caminho que nos faça feliz. É isso o que importa.


Platão dizia que podemos descobrir muito mais sobre uma pessoa em uma hora de jogo do que em um ano de conversa. As brincadeiras no ambiente escolar estimulam as crianças e os adolescentes a aprenderem e a se socializarem e, se bem conduzidas, podem além de auxiliar na interiorização do conteúdo, podem estimular os alunos a gostarem mais das matérias que antes não lhes agradavam.

Aprender brincando não deve ser considerado menos válido do que aprender com o método convencional. Os jogos são de extrema importância para as crianças e adolescentes, pois auxiliam no desenvolvimento da memória e da atenção, além é claro do desenvolvimento motor, pois durante os jogos eles precisam se concentrar e atentar às regras e aos papeis que eles irão desempenhar. Compreender o funcionamento de um jogo é um passo para compreender o funcionamento da sociedade, porque se coloca uma série de possibilidades diante de quem joga e é introduzida a percepção do outro.

Interação, criatividade, habilidade, imaginação, inteligência são alguns dos aspectos demonstrados pelos jovens durante as brincadeiras e são necessários ao bom desenvolvimento e que ajudará a conduzir um bom comportamento quando atingirem a fase adulta. Através do brincar, é possível que a personalidade seja manifestada por meio das ações e da imaginação no momento de construir e atingir os objetivos traçados pelos jogos, possibilitando o autoconhecimento e a vivencia com o outro, além de compreender que há inúmeras possibilidades, assim como na vida: ganhar, perder, virar o jogo, surpreender-se, divertir-se, ficar triste, jogar em equipe, jogar sozinho, etc…

O prazer de aprender deve ser tão intenso quanto o prazer de se divertir e brincar. Aprender é isso! É interesse, desafio, vontade, participação, expectativa, surpresa. É sentir que algo maior pode ser construído com a nossa participação, é sentir-se fazendo parte de algo que seja além de gostoso para nós, gostoso e importante para o outro. Aprender é se divertir.

Atiq Rahimi, escritor afegão, compartilhou com o público que assistiu a sua palestra na FLIP, em 2009, uma viagem que fez a Cabul, após a queda do Talibã. Enquanto andava pelas ruas da cidade leu em uma van o seguinte verso: “Tudo acaba”. Talvez, se essa van tivesse passado na frente de outras pessoas, em outra situação, ela teria passado despercebida, contudo, em tempos de guerra, de tristeza, ela adquiria o significado de esperança, uma promessa para aqueles que viveram um medo permanente.

A origem dessa frase estaria contida em um conto antigo em que um rei teria desafiado um grande artista a criar algo que fosse capaz de lhe trazer a tristeza, nos momentos em que estivesse alegre, e trazer alegria quando se sentisse triste. O artista fez um anel e nele inscreveu então a seguinte frase: “Tudo acaba”.

Talvez seja difícil acreditar que as coisas realmente têm um fim, quando elas se tornam muito pesadas, mas devemos perceber que sempre existirá espaço para um recomeço. A intolerância, a maldade, as guerras destroem mais do que prédios e aviões, destroem aquilo que sustentaria uma ponte que talvez pudesse ter ligado duas pessoas com opiniões diferentes, se tivessem percebido que tijolos algum seriam capaz de reerguê-la. Se em guerras camuflam os rostos de quem gera a destruição, também camuflam os sentimentos que deveriam ser cruciais aos humanos. Mas, tudo acaba, de um jeito ou de outro a guerra entre povos um dia acabará. Talvez quando perceberem que não se pode desrespeitar o espaço dos outros, nem a cultura, quando perceberem que as pessoas costumam ser etnocêntricas de mais para repararem que há coisas mais importantes do que a nação, quando perceberem em fim, que a identidade de um povo não se faz seguindo as pegadas do passado.

É preciso colocar um basta na destruição e na intolerância, não de um país, mas de todos os países envolvidos em guerra, pois “na guerra não há vencedores ou perdedores, só há perdedores”.

 

 “Comprei uns óculos novos, óculos dos mais excelentes, não aros não têm asas, não têm grau e não têm lentes” – Guimarães Rosa

Mr. Magoo é um personagem de desenhado animado que conseguiu arrancar risadas de crianças e adultos por causa de suas trapalhadas. Mr. Magoo, velhinho míope que não aceitava usar óculos, errava lugares onde devia ir, conversava com postes e se metia em situações muito perigosas também.

Quem tem algum problema de visão e já ficou sem usar óculos e precisou sair por ai, com certeza, já passou por alguma situação engraçada, constrangedora ou complicada. Não é? Cumprimentar pessoas desconhecidas pensando que era seu melhor amigo, passar despercebido pelo amor de sua vida, quase entrar no carro errado, ler uma coisa que não fazia sentido na lousa, confundir os preços, errar o caminho, entrar na sala errada e sequer perceber.

Muita gente que devia usar óculos não usa e às vezes é por questões de estéticas, por sentir medo de que as pessoas discriminem o uso de óculos, por pensar que não fica tão bonita como fica sem usar eles, ou então é por não saber que tem algum problema de visão, ou por achar desconfortável usar óculos.

Mas poxa! Será que por qualquer motivo que seja vale à pena deixar de usar óculos? Deixar de enxergar bem as coisas, sentir dores de cabeça, ficar apertando os olhos toda hora, andar de cabeça baixa, ter que sentar perto das coisas para poder enxergar, mostrar dificuldades com a leitura, ficar sensível à luz, ter que acompanhar a leitura com o dedo, etc…?

Usar óculos é um charme! Muitos artistas, cantores, personagens usam óculos: Restart, Herbet Vianna, Harry Potter, Carolina Ferraz, entre tantos outros. Para quem precisa, mas não usa óculos, faça-me o favor de começar a usar! É só ir a um oftalmologista e depois passar em uma loja para comprar óculos que combine com o seu estilo. Está mais do que na hora de comprar óculos novos, primeiro um que não tenha aros nem lente, ou seja, aderir a ideia de usar óculos, ter uma nova visão sobre fazer uso desse objeto mágico que nos faz enxergar melhor, depois é só dar uma passadinha numa loja e comprar o melhor modelo para você.

Rubia Alves

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