Arquivo para outubro, 2012

Energia

 

Muito se ouve falar sobre Energia Sustentável, e muito se cobra sobre a sua utilização.

E vocês sabem tudo sobre essa fonte de energia?

No link abaixo há um material sobre a Energia Sustentável produzido pelo Pueri Domus para seus alunos, confira!

Energia Sustentável Pueri Domus

uniforme escolar
Quem nunca pensou em trocar o uniforme que usa por aqueles que os estudantes do Carrossel, RBD (Rebeldes), anime, desenhos japoneses, Chiquititas usam ou mesmo não usar uniforme, como é na Malhação? O texto de hoje é sobre o uso do uniforme. Queremos saber a opinião de vocês sobre o que pensam a respeito de usar ou não usar uniforme. Se já pararam para pensar se é chato ou legal ir uniformizado à escola. E ai? O que acham?

No começo vocês podem até terem pensado: “Ah! Isso é muito chato” ou “Todo mundo tem que se vestir igual, queria ser diferente, ter meu estilo”. Mas pensem melhor: o uniforme é super prático, não é preciso acordar mais cedo para escolher a roupa, nem fazer com que os pais de vocês gastem além do dinheiro da roupa que vocês vão usar para passear, sair, ir a um aniversário, dinheiro para comprar roupas para irem à escola

Usar uniforme também é bacana porque assim vocês conseguem criar uma identidade, é uma maneira de vocês estarem mais próximos como grupo e também para a segurança de vocês, pois pode acontecer alguma coisa e vocês serem identificados pelo uniforme. Além do que, imaginem que chato seria se a escola se transformasse em um desfile de moda e ficassem “competindo” uns com os outros. Imaginem se ficassem comentando as roupas que um vai ou sobre a roupa que o outro não tem? Qual o sentido de não ir uniformizado? Não criaria um ambiente um tanto quanto desagradável ou com algumas barreiras?

Ter estilo é muito legal, mas estilo não se faz por meio da roupa que se usa. Estilo é opinião, é gesto, atitude, bons pensamentos e bons comportamentos. Claro, não precisam ir idênticos à escola, dá para dar uma diferenciada no visual, usar um tênis com cadarço colorido, colocar um brinco despojado, usar algum acessório que seja diferente, mas também nada muito extravagante, porque afinal de contas não é isso que diferenciará vocês. Lembrem-se o que faz a diferença é a postura, a educação e é para isso que vocês estão na escola, não é mesmo? 

vestibularQuando encerramos uma fase de nossas vidas é comum que surjam incertezas, ainda mais quando a questão é: com o que eu vou querer trabalhar ao me formar? Qual o curso, a cidade e a universidade que devo escolher? Para fazer essas escolhas é essencial aprender a lidar com as inúmeras dúvidas que vão surgindo e buscar recolher o máximo de informações possíveis para optar pelo o que tem mais chances de ser a melhor escolha.

É sempre bom lembrar que os tempos mudaram e se, antigamente, as pessoas escolhiam a carreira pensando o que eles gostariam de ser após quarenta anos, hoje em dia, as pessoas pensam em espaços mais curtos de tempo e se perguntam o que gostariam de ser daqui quatro anos. Muitos adolescentes ficam desesperados, sentem realmente uma angustia muito grande com o fato de terem que optar por uma faculdade ao terminar o Ensino Médio, mas essa escolha pode ser menos penosa se houver menos cobrança e menos pressão.

Claro, é muito importante fazer projeções e é absolutamente normal cobrar um posicionamento quanto ao futuro, mas o mais importante é que o aluno que estudou, se esforçou e levou com seriedade o Ensino Fundamental e Médio tem o conhecimento necessário para passar no vestibular, mas mais do que conhecimento é preciso ter um preparo emocional e isso é feito através do apoio da família, da escola, dos amigos e da maturidade interior do próprio aluno.

De nada adianta cobrar-se a ponto de se prejudicar na hora do vestibular, o vestibular é só uma etapa a ser cumprida e não é a principal, o mais importante é fazer aquilo que nos faça sentir bem, que abra oportunidade e que nos possibilite aprender continuamente. Então tenham como a maior das habilidades de vocês a capacidade de aprender novas habilidades porque a faculdade mais do que ensinar uma profissão, ensinará vocês a serem maduros para fazerem suas escolhas, a começar pela escolha do que vocês querem estudar. E lembrem-se sempre: não há um caminho certo ou errado para seguir, fazer um curso ao invés de outro não é garantia de sucesso nem de fracasso, esse caminho não é traçado, ele não existe, ele passará a existir conforme vocês forem caminhando e construindo ele. 

dia das crianças
As crianças conseguem, através do olhar cristalino e sensível delas, observar no céu estrelas que sabem sorrir, conseguem prestar atenção nas coisas mais belas e encantadoras que a natureza oferece ao planeta em que habitamos, conseguem revelar segredos ocultos que o cotidiano e os deveres dos adultos apagam, diariamente.

O dia das crianças, datado 12 de outubro, deve ser mais do que um dia para se lembrar dos direitos das crianças, deve ser uma data para lembrar o que nós nunca devemos esquecer: a obrigação que temos em relação às nossas crianças.

Devemos preservar a sensibilidade e a pureza delas, contar-lhes histórias e permitir que elas nos ensinem a voar com as asas invisíveis da alegria e da felicidade para que possamos descobrir um mundo repleto de sonhos e magia igual ao mundo que Peter Pan mostrou a Wendy.

Precisamos permitir que as nossas crianças possam explorar diferentes planetas, como fez o nosso querido Pequeno Príncipe e que, assim sendo, descubram como o mundo pode ser grande, descubram o valor das amizades, das pessoas e do amor, explorem a diversidade e entendam o que é ser humano, o que é ser cidadão não só de um país, mas de um mundo.

Temos a obrigação de possibilitar que nossas crianças consigam tocar as pessoas e mudem a triste realidade que as cerca, e assim como o encantador Menino do Dedo Verde, elas façam crescer alegria e natureza por onde passarem, plantando sementes e ficando raízes.

Devemos possibilitar que nossas crianças vivam aventuras e se questionem sobre a ciência, não se aquietem, busquem soluções, não tornem os sentimentos mais lindos em mera banalidade e assim como os Karas tenham uma turma de amigos dispostos a solucionarem enigmas.

Não devemos deixar que nossas crianças vivam uma história parecida com a dos Capitães de Areia, devemos dar a elas proteção, moradia, educação, lazer, saúde, alimentação. Não devemos desampará-las nem deixá-las serem exploradas, porque criança nasceu para se tornar exploradora, uma pessoa que explora o mundo, descobre o encanto e é capaz de mudar os adultos que se esqueceram que um dia também foram crianças.

o cacto

                                            O Cacto

                                    -Manuel Bandeira-

 Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:

 Laocoonte constrangido pelas serpentes,

 Ugolino e os filhos esfaimados.

 Evocava também o seco Nordeste, carnaubais, caatingas…

 Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.

 Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.

 O cacto tombou atravessado na rua,

 Quebrou os beirais do casario fronteiro,

 Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,

 Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de

iluminação e energia:

 - Era belo, áspero, intratável.

Os deslocamentos populacionais fazem parte da história da humanidade, eles foram importantes para a formação de vários povos, que ao mudarem de lugar tinham suas culturas assimiladas ou confrontadas. Porém é possível notar um fenômeno de migrações em escala continental a partir do século XVI, com o surgimento do capitalismo e posteriormente da globalização.

Cabe aos homens questionar os motivos dessas migrações, que até hoje acontecem em larga escala e causam grandes impactos nas vidas das pessoas. Migrações porque as pessoas precisam de refugio, porque precisam de dinheiro, porque não são aceitas no meio em que vivem, porque foram forçadas a migrar ou porque estão sendo traficadas.

Vocês já se perguntaram se as pessoas migram simplesmente porque querem?

O poema “O cacto”, de Manuel Bandeira retrata a triste realidade de um migrante, que é condensado na imagem de um cacto. A figura da planta, que a princípio parece ser natural, é totalmente artificial, pois está disposta, ou melhor, exposta, numa região urbana, que não tem nada em comum com o meio árido ou semiárido do nordeste brasileiro, do qual é originário. O cacto é uma figura que deslocada expressa um sentimento de tristeza, mas não a tristeza que é natural de as pessoas sentirem, uma tristeza que ultrapassa os limites desse sentimento em comum.

O cacto é caracterizado com extrema especificidade regional, concentra em sim uma série de simbolizações histórico-culturais do nordeste brasileiro, e que como um nordestino, tem sua natureza e cultura migradas para o meio urbano para onde foi tragicamente deslocado por um tufão, outro ser natural.

Apesar de o tempo todo no poema o cacto passar por um processo de destruição de sua possível identidade, a figura distorcida, áspera, contorcida se mantém, e é através dessa representação que este consegue ser visto como uma espécie de vítima heroica. O último modo como a planta é olhada é carregada de juízo, de valor, numa visão estereotipada: “(…)- Era belo, áspero, intratável.”.

Por que aquele que migra é visto, na maioria das vezes, com maus olhos? Por que é tão difícil as pessoas perceberem o sofrimento que o deslocamento gera em um migrante? Pensem nisso.

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