Arquivo para julho, 2012

Em 1960, a União Brasileira de Escritores promoveu o primeiro Festival do Escritor Brasileiro, o que levou a criar, na mesma data, dia 25 de julho como Dia do Escritor, tendo como presidente do evento João Peregrino Júnior e como vice Jorge Amado.

Aquele que escreve com a alma e dá vida aos textos deveria ter uma data comemorativa para ser lembrado. Ao falar em escritores, muitas pessoas esquecem daqueles que produzem artigos científicos, baseados em muita pesquisa teórica e prática. Textos muitas vezes endereçados a um público mais específico, mas que não tira a grandeza de uma produção útil e carregada de informação e conteúdo.

O escritor tem o dom de saber utilizar bem as palavras, manipulá-las de acordo com seu grau de interesse e intensidade. Ele pode nos convencer que é um escritor morto e que voltou para contar sua história, como fez Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas, mas também pode contar pequenas, porém densas histórias e observações em tom metafórico e em forma de poemas como fez Carlos Drummond de Andrade em A Rosa do Povo.

O verdadeiro escritor tem uma visão diferente das outras pessoas: ele analisa cautelosamente as situações cotidianas, que parecem simples demais aos outros mortais, tira grandes lições de muitos fatos vivenciados, vê a vida em formato de poesia, mesmo que ele nos conte uma história trágica. Nos faz rir, chorar, emocionar, além de conseguir a proeza de criar um vínculo entre nós, gente de corpo e alma, e suas história, que por vezes não passam de ficção, mas nos entretêm e envolvem de tal maneira que muitas pessoas as quais conhecemos não conseguem tal efeito mesmo pessoalmente. Palavras poderosas essas, não?!

O estímulo à escrita tem crescido consideravelmente com a Internet. Inúmeros blogs surgem todos os dias trazendo escritos das mais variadas formas: textos mais elaborados, outros com linguagem mais simplista ou com gírias, coloquiais e formais, em tom narrativo ou dissertativo, baseados em observações profundas ou mais rotineiras, com presença dos internetês, ou seja, os neologismos criados a partir do uso frequente de ferramentas digitais, enfim, a variedade é muito vasta e temos para todos os gostos! Devemos valorizar essa retomada à escrita que o mundo digital possibilitou, mesmo sendo alvo de muitas críticas. O importante é a produção, que se espera com o tempo, ir sendo melhor lapidada e esculpida.

Então, mãos à obra! Tente você também expressar seus sentimentos, observações ou contar uma história interessante, baseadas ou não na ficção, poética ou mais prática! Inspire-se em nossos autores brasileiros ou estrangeiros que deixaram um incrível legado ou em nossos escritores da contemporaneidade…E boa escrita!

Caroline Rizzoli

Cartaz de convocação de jovens americanos para a guerra.

Muito a se pensar, poucas palavras que podem expressar o que se passa pela mente de um veterano de guerra. Um ser humano contemporâneo a nós ou que batalhou há muito anos que apenas podem ser esboços para quem não pôde vivenciar. Russo-Japonesa, dos Balçãs, Russa, Espanhola, Africanas, do Vietnã, do Golfo, do Iraque e claro, Primeira e Segunda Guerra Mundial, foram alguns dos exemplos que temos de combates em grandes e em pequenas proporções, entretanto, de igual valor quanto à batalha e ao sangue derramado.

Longe de ser uma cena épica e honrosa, a concepção de guerra quis iludir por muitos anos suas tropas com grande reconhecimento, heroísmo, força e patriotismo a fim de convencê-las. Se mesmo nos dias atuais esses valores tentam se perpetuar ao convocar um soldado à guerra, tempos em que a informação predomina com nossas altas tecnologias, em tempos mais remotos a lavagem cerebral feita a esses inocentes combatentes, em muitas vezes, era nociva e eficaz. Quem não se lembra dos cartazes da convocação para a Primeira Guerra Mundial dos Estados Unidos, que apresenta o mítico Tio Sam intimando cidadãos americanos a defenderem sua pátria?

Uma cor de barro, meio cinzenta de fumaça que se mistura em terra e ar, barulhos intermináveis de gritos e bombas e muito vermelho espalhado por todos os lados, talvez dê uma mínima ideia do que pode ser uma guerra. Os veteranos carregam uma herança traiçoeira, que se escondem entre sonhos e vida real, que os acordam durante a noite suando frio e se lembrando do colega morto que infelizmente não puderam ajudar – depoimentos comuns a muitos deles que parecem machucar muito mais que suas deformidades físicas.

Não devemos nos esquecer da participação brasileira nas duas grandes guerras, os chamados “pracinhas”, que foram enviados por Getúlio Vargas para integrar as forças aliadas contra o nazi-fascismo, destacado por um grupo de pouco mais de cinco mil que constituíram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) além de outros militares que permaneceram na costa litorânea do Brasil.

Porém, além desta data comemorativa, é válido lembrar que este ano ocorrerá a primeira Paraolimpíadas em Londres, que serão realizadas entre 29 de Agosto de 9 de Setembro, depois das Olimpíadas. Muitos talvez não saibam, mas os primeiros Jogos Paraolímpicos nasceram em uma pequena cidade do interior da Inglaterra, pouco após a Segunda Guerra Mundial e era formado por atletas veteranos de guerras, com função inicial de reabilitação dessas pessoas, não só para contribuir na melhoria da lesão na medula espinhal, mas também no tratamento mental desses pacientes, que eram traumatizados e não tinham mais vontade de viver. O estímulo foi tão bom que até hoje os jogos realizados com portadores de necessidades especiais só aumentaram, agregando cada vez mais pessoas.

Outra novidade é da banda de rock Kiss, que se associou ao projeto Hiring Our Heroes, dando oportunidade a um veterano de combate que não teve a chance de refazer sua vida e busca um rodie (ajudantes que dão apoio técnico à montagem e execução de aparelhos da banda, além de trabalhar na produção técnica também de seus shows).

Temos vários relatos, documentários, filmes e livros sobre esse devasto tema, que abrange diferentes pontos de vistas, tais como: O resgate do soldado Ryan, Códigos de Guerra, Pearl Harbor, A lista de Schindler, O Veterano, Platoon, Apocalypse Now, Hiroshima, meu amor, A Vida é Bela, Hotel Ruanda, A Queda, O menino do pijama listrado. Um livro recomendado que aborda o campo de batalha e escrito por um veterano de guerra chamado Erich Maria Remarque, Nada de novo no Front é um exemplo de um árduo e triste relato de alguém que pode vivenciar uma guerra e sobreviver a ela.

Caroline Rizzoli

 

Nono ano e professora Mariana Copertino


Toda essa história começou há um um ano e meio, quando recebemos a notícia que teríamos uma nova professora de Português. Se qualquer um tinha dúvidas ou receios em relação a ela, não demorou muito para perdê-los. A nossa nova professora era… Especial. Logo percebemos que seu sorriso era cativante e sua animação contagiante. Lógico que, acima de tudo, ela era um ser humano, por isso havia os dias bons e ruins e, cá entre nós, nós sempre fomos uma turminha da pesada.

O tempo foi passando, e a tal professora especial nos acompanhou conforme. Uma palavra para defini-la? Incrível! Veja só, de repente ficou interessante ter aulas de português, mesmo tendo que classificar orações e metrificar versos, porque não era mais só uma professora lá na frente, lutando conosco. Era uma amiga. Aquela amiga que está lá para ouvir seus problemas, os problemas do amigo, os problemas da sala e, a sua maneira, unir todo mundo para que pudéssemos resolver. Esse jeitinho carinhoso, de mãe, essa voz tranquilizadora, essa firmeza que dava coragem.

O tempo foi passando, e nova amiga foi se tornando cada vez mais próxima, mais amada, mais nossa. Mas aí, veja só, tudo que é bom, dura pouco. Chegou a hora em que essa amiga teve que ir embora, para seguir adiante com sua vida. Mas querem saber? Estamos muito felizes por ela, porque a missão dela, ela cumpriu, e muito bem! Chegou, mudou a vida de muitos alunos, nos deu tanto conhecimentos, tantos conselhos, tantas broncas, tantos abraços, tantos sorrisos e foram tantos os momentos, que jamais esqueceremos.

E agora, Mariana Copertino, temos algo para dizer diretamente para você: Você é uma heroína! Por mais que doa ter que dar um último abraço, ter uma última aula, tirar uma última dúvida, pedir um último conselho, somos muito, muito felizes, por você ter feito parte do nosso crescimento… Mas é chegada a hora de dizer tchau. Sim, tchau. Adeus? Jamais. Todo esse tempo que ficamos juntos, ainda que pouco, foi o suficiente para você conquistar a todos nós, e vai ficar guardado pra sempre. Em nossa memória, em forma de lembranças, e em nossos corações, em forma de sentimentos.

Você é uma pessoa que por onde passa, deixa uma marca. Por isso, mesmo você indo embora, nunca vamos te esquecer, pois você deixou uma marca no coração de cada um de nós.  Você não foi apenas uma professora, mas sim uma amiga e uma mãe, também!

Gostaríamos de te desejar tudo de bom. Que você siga a sua vida, se case, realize todos os seus sonhos, mas nunca se esqueça que você deixou uma marca no Pueri Domus, pois você é muito querida por todos os seus alunos.

Se fosse para escrevermos tudo o que sentimos por você, iria demorar uma eternidade, pois tivemos grandes momentos juntos, então seria necessário escrever um livro para contar todas essas emoções.

Mais uma vez, muito obrigada pelo carinho, te desejamos toda felicidade do mundo e que você sempre continue sendo essa Mari gentil, delicada, alegre e amada por todos.

Iremos sentir muito a sua falta, você deixará uma enorme saudade na nossa sala. Com muito carinho, nono ano!

 

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